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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Livro "A História das Coisas"

Adoro os vídeos de Annie Leonard, são todos muito esclarecedores. Já citei o trabalho dela aqui várias vezes, agora atualizo o blog com a segunda temporada da série A História das Coisas.

A História das Coisas (segunda temporada)









Abaixo, os links para os vídeos da primeira temporada:


O livro

Finalmente foi lançado no Brasil o livro A História das Coisas: Da Natureza ao Lixo, o que Acontece com Tudo que Consumimos, baseado no vídeo homônimo e que está sendo utilizado em escolas do mundo inteiro para questionar a destruição do planeta através do consumo desenfreado.

Meu exemplar chegou há pouco e está na fila de leitura. Explica com mais detalhes o que é mostrado no vídeo e acompanha todo o caminho de um produto, deste a extração da matéria-prima até seu descarte.

Livro: A História das Coisas

Leia uma entrevista com Annie Leonard aqui.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O fenômeno da Privataria Tucana

Recentemente foi lançado o livro Privataria Tucana, que conta os bastidores do governo do PSDB e supostos esquemas corrupção. Os 30 mil exemplares foram esgotados em menos de 24 horas, e tudo isso apenas com divulgação nas redes sociais.

Mais do que o conteúdo do livro, o fenômeno que vale a pena chamar a atenção foi o fato da grande mídia não ter tomado conhecimento das discussões que aconteciam no Facebook e Twitter. Mais uma prova que os veículos tradicionais de comunicação estão perdendo poder. Sucesso desta natureza era possível apenas com autores entrevistados pelo Jô Soares ou com suas publicações mostradas pelo Faustão ou algum outro apresentador de grande penetração.

Esse fato já está sendo considerado um marco da relação entre a grande mídia e a sociedade. Até poucos anos, os diretores dos veículos de comunicação eram os únicos responsáveis em escolher as informações que se tornariam públicas ou não, de acordo com interesses editoriais e das classes que eles representam. Atualmente cada cidadão conectado é um veículo de mídia, divulgando através de seus perfis nas redes sociais e em blogs aquilo que não sai no Jornal Nacional ou no Estadão.

A reportagem abaixo da Record News fala sobre este fenômeno:




http://youtu.be/3dRZM6_xCmM

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Honrar a Criança

Instituto Alana convida para o lançamento do livro Honrar a Criança.

Clique na imagem abaixo para visualizar o convite.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A Doutrina do Choque - filme

O livro A Dotrina do Choque virou filme e será exibido no Festival de Cinema do Rio. Leia a reportagem horários de exibição aqui.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Sem Logo - A Tirania das Marcas em um Planeta Vendido

Em SEM LOGO - A TIRANIA DAS MARCAS EM UM PLANETA VENDIDO, Naomi Klein constrói formulações reveladoras sobre o reino das marcas: aponta os efeitos negativos do marketing na cultura, no trabalho e nas escolhas do consumidor, mostrando como multinacionais convertem o mundo em uma oportunidade de mercado. Logotipos e marcas são o que temos mais próximo de uma linguagem internacional: a maior parte dos seis bilhões de habitantes da Terra pode identificar o símbolo do McDonald's ou da Coca-Cola. No universo globalizado, gerenciar imagens e associações por meio das quais o consumidor se
relaciona com um produto se tornou a chave do sucesso.

Em 1992, a Nike pagou 20 milhões de dólares a Michael Jordan para estampar o rosto do rei do basquete nas propagandas de seu mais novo tênis. A quantia fica ainda mais impressionante quando se descobre que é muito superior do que a que a empresa pagou a todo o conjunto de 30 mil trabalhadores indonésios que efetivamente fabricaram os calçados. Essa e outras histórias curiosas do mundo do marketing estão em SEM LOGO - A TIRANIA DAS MARCAS EM UM PLANETA VENDIDO, livro da jornalista canadense Naomi Klein.

O livro revela o processo de traição das promessas centrais da era da informação: opções, interatividade e liberdade crescente. Oferece, ainda, uma organizada compilação dos protestos mais significativos contra grandes corporações e sua influência mundial.

Saudada pelo The New York Times como "(...) a bíblia de um movimento", esta obra foi considerada pelo jornal britânico The Observer "O capital do crescente movimento anticorporativo

Nº de páginas:349
Tamanho:5,3 MB
Formato:pdf
Idioma:Português

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Postagem copiada integralmente de Downs Full.net

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A Doutrina do Choque - Naomi Klein

Todo mundo conhece alguma das chamadas “teorias de conspiração”, que fazem com que nós, simples seres humanos, desconheçamos toda uma engrenagem oculta composta por órgãos secretos do governo, militares e, por vezes, sociedades inteligentes extraterrestres, que mantêm contato com representantes terrenos para realização de experiências e troca de tecnologia.

O que tornam essas teorias tão desacreditadas é a carência de fontes, supostos especialistas esbravejam suas idéias que muitas vezes são frutos de suas mentes perturbadas.

Felizmente existem pessoas como Naomi Klein, que nos prova que existe muito mais coisa entre o céu e a terra do que pode supor nossa vã filosofia. Ela mostra, com todas as fontes citadas (reportagens de jornais, entrevistas, depoimentos, documentos secretos, e-mail entre outros) as reais intenções em diversos atos perpetrados pelo governo dos Estados Unidos, através de instituições como a CIA, FMI, Banco Mundial e OMC.

A invasão do Iraque não teve como objetivo a busca por armas de destruição em massa. Isso todos nós já acreditávamos, mas agora as provas estão aí, mostrando até que ponto a ganância pode guiar os atos de algumas pessoas. Em A Doutrina de Choque - A Ascenção do Capitalismo de Desastre, Naomi escamoteia a forma como o Iraque foi escolhido para ser o país pioneiro na estratégia de expansão do livre comércio no Oriente Médio, além das empresas que faturaram bilhões de dólares com a guerra.

A face mais cruel do apoio do governo estadunidense às ditaduras na América Latina da década de 80, nos países da União Soviética depois do fim da Guerra Fria, Indonésia, China, África do Sul, é revelada neste documento de leitura fundamental. O avanço da política neoliberal, com as corporações assumindo o papel do governo, aumentando a pobreza e a desigualdade social, diminuindo as liberdades civis e políticas de diversos países, tudo isso é detalhado no livro.

A política devassadora do FMI, que obriga governos a vender todos seus ativos, acabar com o salário mínimo, realizar cortes de despesas, demissões, boatos anônimos publicados em jornais que causam fuga em massa de aplicações estrangeiras de economias fragilizadas, sem falar em tortura e assassinatos, todos esses recursos foram utilizados para ampliar os domínios imperialistas dos Estados Unidos e seus comparsas.

Mais uma vez Naomi Klein publica uma obra rara, revelando o subtexto das notícias que absorvemos nos meios tradicionais de imprensa.

Na entrevista abaixo, Naomi Klein fala para o jornalista Lucas Mendes, da Globo News, sobre a diferença entre a esquerda nos Estados Unidos e nos países da América Latina, além de fazer comentários sobre o governo de Obama:



Neste extra (sem legenda) que não foi ao ar, Naomi critica Milton Friedman e a Escola de Chicago, aplamente abordados no A Doutrina do Choque:



Muito esclarecedor, e como já comentei aqui, é extremamente importante que conheçamos todos os lados das histórias para evitar a manipulação. Não estou dizendo qual lado é certo ou errado, apenas quero que tenhamos plena consciência na hora de escolher por quem lutar.

Agora leia um resumo da guerra do Iraque, seus reais motivos e como ela ocorreu:

O alvo

O Oriente Médio era a nova fronteira para o neoliberalismo estadunidense. Depois de conquistar mercados na América Latina (a partir da década de 70), Europa Oriental, África do Sul e Ásia (final da década de 80 e anos 90), os países árabes seriam os próximos a serem conquistados.

Mas por onde começar? Uma pesquisa de mercado foi feita para descobrir qual o melhor país a ser invadido e qual motivo teria maior aceitação pela opinião pública e pela população dos Estados Unidos. O resultado: a produção de armas de destruição em massa do Iraque. Tomo mundo sabe que essas armas nunca foram achadas.

A pré-invasão

A guerra midiática começou antes da invasão. Programas estadunidenses mostravam para a população as mais recentes tecnologias de guerra, reportagens revelavam o quão mal era Saddan e seu regime, preparando a opinião pública para o apoio à guerra e amedontrar os iraquianos, que recebiam as notícias através de parentes que moravam no exterior e antenas parabólicas.

A invasão

Os primeiros ataques foram direcionados para empresas de comunicação, como telefonia, rádio e TV. Depois as empresas de energia elétrica, deixando a população no escuro.

A ocupação

Esse é o maior problema. Vou tentar resumir em tópicos:

- As leis e, inclusive, a Constituição para o novo país foram feitas pelo governo dos Estados Unidos, sem participação dos iraquianos;

- Todas as estatais foram vendidas para empresas estadunidenses a preço de banana, que demitiram milhares de funcionários;

- As empresas iraquianas não participaram do processo de reconstrução;

- Até os trabalhadores na reconstrução eram estrangeiros, o número de nativos contratados foi muito pequeno;

- Empreiteiras estadunidenses que receberam bilhões de dólares para construção de escolas, hospitais, residências e outras instalações não completaram o trabalho, o dinheiro foi desviado e as poucas construções que saíram do papel estavam inacabadas;

- Milhares de funcionários públicos iraquianos foram demitidos (soldados do exército, médicos, professores, engenheiros, operários etc);

- Eleições distritais foram canceladas pelo exército de ocupação; entre muitos outros atos de barbárie.

Ou seja: as riquezas iraquianas estavam sendo saqueadas enquanto a população passava fome.

Claro que protestos começaram a surgir, tentando acabar com essa festa. Os protestos pacíficos nas portas da Zona Verde não surtiram efeitos, então começou a resistência armada.

Soldados demitidos levaram suas armas para casa e uma massa de desempregados sem perspectivas iniciou a tentativa de frustrar a farra dos Estados Unidos. Uma seqüência de prisões arbitrárias, torturas e assassinatos contra toda a população iraquiana, que fazia parte da resistência ou não, tentou calar a todos para que os saques estrangeiros continuassem.

O livro conta ainda, em detalhes, como se deu as operações neoliberais no Chile, Argentina, África do Sul, Polônia, Rússia, China, entre outros países.

Mais um livro que classifico como leitura obrigatória.

Leia também: Lançamento de A Doutrina de Choque.

Se você gostou do livro Crianças do Consumo, então baixe Infância & Consumo: Estudos no Campo da Comunicação, organizado pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI) e pelo Instituto Alana.

Segue introdução:

O impacto da mídia sobre o desenvolvimento infantil é um tema mais atual do que nunca. Crescem vertiginosamente o volume e a velocidade de informações em circulação, ao mesmo tempo em que se multiplicam os canais de acesso a esses diferentes conteúdos. Nesse contexto, crianças e adolescentes são, quase que constantemente, instigados a olhar e a perceber o mundo a partir da visão proposta pelos meios de comunicação.

Essa forte presença da mídia na vida social e cultural é uma característica central dos nossos tempos. Em tal medida, não pode ser relegada a segundo plano no âmbito das políticas públicas – seja no que se refere ao estímulo à produção de conteúdos de qualidade, seja na adoção de medidas que visam proteger crianças e adolescentes dos impactos nocivos do material veiculado. Infelizmente, o quadro brasileiro registra um grave déficit em relação a ambos os aspectos – de maneira geral, resultante da histórica omissão do poder público e da resistência das empresas
do setor quanto à adoção de marcos regulatórios adequados.

Ao longo do século XX, pesquisadores de várias partes do mundo foram responsáveis pela consolidação de um vasto patrimônio de conhecimento sobre as interfaces do relacionamento da infância com a mídia e a cultura de massa. Estudos nas áreas de comunicação, da sociologia, da psicologia e da educação, por exemplo, nos possibilitam transitar hoje com significativa segurança nesse território.

Um sem-número de pesquisas aponta para os potenciais efeitos danosos da mídia – por exemplo, enquanto fator de estímulo a comportamentos violentos e discriminatórios, a uma prática sexual pouco responsável e ao consumismo entre as crianças. Em contrapartida, grande número de investigadores também vem coletando evidências sobre o relevante papel que os meios de comunicação podem desempenhar em um processo de formação cidadã de garotas e garotos.

É nesse contexto que se insere a presente publicação, iniciativa da ANDI (Agência de Notícias dos Direitos da Infância) e do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana. Reunindo 11 artigos redigidos por especialistas e por alunos de graduação, as páginas a seguir perpassam três grandes temas que mobilizam de pesquisadores a tomadores de decisão: Marketing, Publicidade e a Construção do Público Consumidor Infantil; Programação Infantil de TV e seu Impacto sobre as Crianças; e A Mídia no Contexto Educacional.

De um lado, os especialistas oferecem uma visão panorâmica do debate em questão; de outro, os estudantes apresentam, em seus artigos – desenvolvidos em conjunto ou com o apoio de seus orientadores –, alguns dos principais resultados de TCCs (Trabalhos de Conclusão de Curso) defendidos em instituições públicas e privadas de ensino superior, localizadas em várias regiões do Brasil.

Graças a uma parceria estratégica entre a ANDI e o Instituto Alana, os jovens autores receberam bolsas de estudo para desenvolver suas pesquisas no âmbito do InFormação – Programa de Cooperação para a Qualificação de Estudantes de Jornalismo, mantido pela Agência com o apoio do FNPJ – Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo.

Ao conceder essas bolsas, a intenção foi estimular a produção de trabalhos que abordassem a intersecção entre os temas criança, consumo e mídia. Os artigos aqui compilados representam, portanto, a culminância de um processo de aprendizagem desses estudantes, ao mesmo tempo em que destacam resultados preliminares de investigações que, esperamos, venham a contribuir para o fortalecimento do debate sobre as responsabilidades dos meios de comunicação na construção de uma sociedade orientada pela garantia e o exercício pleno dos direitos das crianças e adolescentes.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Google Marketing


Leiam esta crítica sobre a segunda edição do livro Google Marketing, recomendado pelo professor André Valle. Já comprei um exemplar.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Linguagem corporal - Parte 4

Continuando o resumo do livro Desvendando os Segredos da Linguagem Corporal.

Avaliação e Fraude

Os sinais de mentira menos confiáveis são aqueles sobre os quais o mentiroso tem maior controle, como as palavras, passíveis de serem ensaiadas. Os indicadores mais seguros para saber se uma pessoa está mentindo são os gestos que ela faz automaticamente, porque sobre estes ela tem pouco ou nenhum controle.

Não existe movimento ou expressão facial ou esgar que garanta que a pessoa está mentindo. Mas aprender a reconhecer os vários grupos gestuais pode aumentar sensivelmente as suas chances de identificar uma mentira.

Gestos comuns associados à mentira

Tapar a boca

A mão cobre a boca porque o cérebro a instrui subconscientemente a reprimir as palavras enganosas que estão sendo ditas. Às vezes este gesto é feito com os dedos ou até com o punho fechado sobre a boca, mas seu significado é sempre o mesmo. Algumas pessoas tentam disfarçar este gesto simulando tosse. Se a pessoa cobrir a boca enquanto você fala, é sinal de que ela talvez ache que você está escondendo algo.

Tocar o nariz

Este gesto pode consistir tanto em dar um único toque rápido e quase imperceptível no nariz quanto umas esfregadelas embaixo dele. As mulheres fazem este gesto com toques mais discretos do que os homens, talvez para não borrar a maquiagem.

Coceira no nariz

Esfregar os olhos

Esfregar os olhos é uma ação com que o cérebro tenta bloquear as coisas enganosas, duvidosas ou desagradáveis que a pessoa vê ou evita olhar para o rosto da pessoa para quem está mentindo.

Pegar na orelha

Colocar a mão em volta ou sobre a orelha, ou cutuca o lóbulo para tentar bloquear as palavras que está ouvindo. Também pode ser um sinal de que a pessoa já ouviu o suficiente ou de que não quer falar. Tal como tocar o nariz, pegar na orelha é um gesto usado por pessoas que estão ansiosas.

Coçar o pescoço

O dedo indicador, geralmente da mão direta, coça a parte lateral do pescoço abaixo do lóbulo da orelha. Este é um sinal de dúvida ou incerteza, característico da pessoa que diz: “eu não sei se estou de acordo”. É um gesto muito claramente negado pela linguagem verbal, por exemplo, quando a pessoa diz algo do tipo “eu entendo como você se sente”. Coçar o pescoço indica que ela não entende.

Afrouxar o colarinho

As pessoas que se sentem em dúvida coçam o pescoço como dá uma boa razão para o fato de alguns indivíduos afrouxarem o colarinho quando suspeitam ter sido apanhados numa mentira.
A pessoa que se sente irada ou frustrada precisa também afrouxar o colarinho para deixar circular ar fresco. Quando você vir alguém fazendo este gesto, pergunte: “você poderia repetir o que acabou de dizer?”, ou “você pode explicar melhor, por favor?”. Talvez assim o suposto mentiroso desista do jogo.

O dedo na boca

Cigarros, cachimbos, canetas e copos, além, é claro, de mascar chiclete. A maioria dos gestos de levar a mão à boca pode ser associada à mentira, mas o dedo na boca é o indício exterior de uma necessidade interior de reasseguramento. Proporcionar a sim mesmo segurança é um movimento positivo.

Tédio

Quando o ouvinte usa a mão para apoiar a cabeça, é sinal de que o tédio se estabeleceu. Apoiar a cabeça na mão é o recurso usado pelo ouvinte para não dormir. O grau de tédio é relativo à maneira como o ouvinte usa o braço e a mão para sustentar a cabeça. Geralmente ele começa usando o polegar para apoiar o queixo e depois, à medida que o interesse declina, o punho. A cabeça totalmente apoiada na mão demonstra uma grande falta de interesse no discurso, que atinge o seu auge quando a cabeça fica apoiada nas duas mãos, os olhos se fecham e aparecem claros sinais de ronco.

Tamborilar com os dedos na mesa e bater continuamente com os pés no chão são gestos muitas vezes interpretados por oradores profissionais como indicadores de tédio, quando na verdade soa sinais de impaciência.

Gestos de avaliação

A postura de avaliação característica é a mão fechada encostada no queixo ou na face, muitas vezes com o dedo indicador apontado para cima. Quando a pessoa começa a perder o interesse ou a se sentir entediada, mas, por cortesia, ainda quer parecer atenta, esta posição é alterada de maneira a que a base da mão aberta apóie a cabeça.

Demonstrar-se um verdadeiro interesse pousando levemente a mão na face, em vez de usá-la para apoiar a cabeça. Quando o polegar apóia o queixo e o dedo indicador repousa verticalmente sobre a face, o ouvinte está tendo pensamentos críticos ou negativos a respeito do orador ou do seu tema. A continuação dos pensamentos negativos pode fazer com que a pessoa esfregue ou leve repetidamente as mãos aos olhos.

Ao perceber estes gestos o orador atento deve partir para uma ação imediata, seja envolvendo o ouvinte no que ele está dizendo ou simplesmente encerrando a palestra.

Alisar o queixo

A pessoa que alisa o queixo está passando por um processo de tomada de decisão. Quando você pergunta ao interlocutor qual é sua decisão e ele se põe a alisar o queixo, os gestos seguintes indicarão se ela é positiva ou negativa. A melhor estratégia é ficar calado e observá-los. Se depois de alisar o queixo ele cruzar os braços e as pernas e se recostar na cadeira, pode ter certeza de que a resposta será “não”. Desta forma, você tem a oportunidade de insistir nas vantagens da sua proposta antes que o outro verbalize um “não”, o que dificulta o fechamento de um acordo.

Se depois de alisar o queixo o interlocutor inclinar-se para a frente com os braços abertos, ou se estender a mão para pegar a sua proposta ou amostra, são boas as chances de receber um “sim”.

Grupos gestuais de adiamento

Pessoas que usam óculos costumam, em vez de alisar o queixo, tomar decisões usando um grupo gestual de avaliação que consiste em tirar os óculos e colocar um dos braços da armação na boca.

Pessoa que fumam soltam uma baforada. Já as que colocam a caneta ou o dedo na boca quando você lhes pede uma decisão demonstram insegurança e necessidade de afirmação. Levar um objeto à boca ajuda a pessoa a resistir à premência de dar uma resposta imediata.

Gestos de tédio, avaliação e tomada de decisão às vezes aparecem combinados, cada um deles mostrando diferentes componentes da atitude da pessoa.

Coçar a cabeça

A sensação de ameaça ou de raiva provoca em nós uma espécie de comichão na parte de trás do pescoço. Para aplacar o comichão, geralmente esfregamos a mão sobre a área.

Ao bater na testa, a pessoa sinaliza que não se sente intimidada pelo fato de ter esquecido algo. Ao bater na parte de trás do pescoço pra aplacar o comichão, ela está se castigando pela falta e acusando você pelo sentimento de culpa que desperta nela.

É razoável supor que, quando uma pessoa faz algum dos gestos de levar a mão ao rosto mencionados, um pensamento negativo tenha passado em sua cabeça. A questão é: que tipo de pensamento negativo? Pode se tratar de dúvida, desconfiança, incerteza, exagero, apreensão ou de uma mentira deslavada. A verdadeira arte é saber identificar corretamente o gesto negativo. E a maneira mais segura de se chegar a uma conclusão acertada é observar os gestos que precedem o de levar a mão ao rosto para interpretá-lo corretamente.

segunda-feira, 10 de março de 2008

The Shock Doutrine

Foi lançado recentemente o livro The Shock Doutrine, de Naomi Klein, escritora/cineasta/jornalista/ativista canadense autora de Sem Logo. Nele, Klein explica como o choque passou a ser o veículo para políticas de "mercado livre".




A Revista Ocas'' deste bimestre está com uma entrevista com a autora, que se baseia nas teorias do economista Milton Friedman, que dizia que somente uma crise, real ou imaginária, é capaz de produzir mudanças.

O livro ainda não possui sua versão em português, mas mandei um pedido para a editora Record solicitando uma. Se você também tem interesse, o email é editorial@record.com.br.

Você pode ler a entrevista (em inglês) em www.street-papers.org. Visite também o blog de Klein: www.naomiklein.org.

Update: um leitor anônimo deixou um comentário dizendo que o livro será lançado em abril pela Nova Fronteira e que Naomi virá ao Brasil para uma coletiva de imprensa. A informação procede e aproveito para agradecer a informação.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Blog Corporativo

O surgimento dos blogs realmente foi uma revolução (mais uma) na internet. Seu poder consiste em sua facilidade de uso para a disponilização de informação. Agora, qualquer pessoa, mesmo sem conhecimentos em programação WEB, pode criar seu blog e escrever sobre qualquer assunto.

Se antes a escolha das informações que se tornariam públicas era função (e privilégio) dos editores dos jornais, revistas e TVs, mas agora, qualquer um com um computador com acesso à internet pode fazer isso.

Foi uma distribuição de poder. Hoje os consumidores estão mais exigentes por conta do aumento de ligação entre eles e querem mais informações sobre os produtos. Estão sendo chamados de Geração C (Geração Criatividade e Conteúdo): “os clientes não querem apenas consumir os produtos, querem também participar da criação, dar sugestões de uso e interagir com outros clientes ou com a empresa. Antigamente as empresas pediam para seus clientes: ‘escute, assista, veja e compre!’. Atualmente as empresas devem pedir: ‘crie, produza, participe, escolha, espalhe e compre’”. É aí que os blogs entram, e sobre isso que se trata o livro Blog Corporativo, de Fábio Cipriani.

Entre outros assuntos, Fábio explica quais os tipos de blogs corporativos existentes e como encaixá-los no planejamento da empresa, além de mostrar vários exemplos nacionais e internacionais.

Podem ser utilizados para:

Comunicação e marketing: campanha de marketing para lançamento de novos produtos;
Relações públicas e comunicação interna;
Gestão de relacionamento com clientes (CRM);
Suporte ao cliente;
Gestão do conhecimento; e
Gestão de projetos.

Visite também www.blogcorporativo.net, blog do autor que funcionam como uma extensão do livro.

Leia a seguir a descrição da contracapa:

Vivemos em uma nova era.

Uma nova era em que o mercado e as pessoas passaram a gostar de interagir, opinar, participar e ajudar.

Uma nova era de constante formação de opinião, reforçada pelo lançamento de websites que potencializam ainda mais a voz das pessoas.

A era dos Blogs.

Nessa nova era, onde se situará a sua empresa ou seus negócios? No grupo das que blogam ou no grupo das que ignoram a blogosfera?

O livro explora os ganhos e as armadilhas que o uso de blogs para comunicação interna ou com clientes traz para empresas e negócios. Esta obra discute também como os blogs já existentes podem servir como base para os planejamentos estratégicos de produtos e serviços.

O principal objetivo deste livro é ser um guia prático para orientar empresários e gestores de pequenas, médias ou grandes empresas na maneira de planejar e introduzir o uso de blogs na companhia, ativa ou passivamente, com o intuito de aumentar e fortalecer o relacionamento com seus clientes.

"Faça barulho" na internet e aumente o valor da sua marca;
Melhore a comunicação interna da sua companhia e otimize os processos;
Aproxime-se mais dos clientes e entenda os pontos de vista deles;
Enriqueça o conhecimento de seus clientes mostrando-se especialista;
Colha opiniões e teste novas idéias de produtos ou serviços;
Insira a sua empresa no mercado global;
Seja transparente e bem valorizado pelo mercado e a imprensa.

Leitura obrigatório para todos os profissionais de marketing.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Pró Logo

Está nas livrarias o livro Pró Logo, escrito por Michel Chevalier e Gérald Mazzalovo, dois especialistas em marcas que tentam desmascarar esteriótipos que surgiram após o lançamento de No Logo (lançado no Brasil com o título de Sem Logo - A Tirania das Marcas em um Planeta Vendido), de Naomi Klein. Pró Logo não tenta contrariar as análises de Klein, pelo contrário, funciona como um complemento à sua obra.

O livro tenta esclarecer interpretações feitas da obra de Klein, o que para nós, brasileiros, são difíceis analisar, já que a repercussão do livro por aqui foi pouca, restrita a pequenos círculos de críticos, publicitários, profissionais de marketing e outros poucos interessados. Não houve uma discussão pública, como parece ter acontecido nos Estados Unidos. Uma destas interpretações errôneas é de que No Logo propõe a extinção das marcas.

Descreve, ainda, muitos aspectos da marca, como sua origem, uma breve análise semiológica (que estuda o sistema de signos e significados humanos), gerenciamento, ciclo de vida, comportamento, papel e poder do consumidor entre outros. Tudo isso deixando claro o posicionamento dos autores: a marca como fator de progresso.

Como todo livro estrangeiro, os exemplos citados são pouco conhecidos pelos brasileiros, por isso, uma das vantagens desta publicação são as notas de rodapé, que citam casos semelhantes no Brasil. Também merecem destaque as ilustrações das campanhas citadas ao longo do texto.

A segmentação por estado de espírito também é citada, um tipo de segmentação que ainda não conhecia. Descreve que um consumidor tenderá a escolher determinada marca conforme estiver se sentindo naquele dia.

No Logo também se concentra basicamente na marca e no gerenciamento desta marca pelos CEOs, que adotam práticas consideradas antiéticas, como exploração de mão-de-obra em países subdesenvolvidos. Deixa de fora outros agentes envolvidos, como o Governo e, principalmente, o consumidor. Pró Logo dedica uma de suas três partes ao papel do consumidor, este sim, com poder suficiente para ditar ações que devem ser adotadas pelas empresas.

Excelente livro, literatura recomendada para profissionais e estudantes de marketing, publicidade, administração e demais interessados, mas é claro, tendo como pré-requisito a leitura de No Logo.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Crianças do Consumo

O livro Crianças do Consumo é um livro manifesto que tenta alertar a sociedade da demasiada exposição que as crianças sofrem da mídia e seus comerciais. Agências de publicidade não se importam com os efeitos éticos e morais que estes comerciais possuem sobre as crianças, que aindam não sabem distinguir o que é propaganda e o que é programa, fazendo com que elas passem a basear suas vidas no que elas possuem.

O vídeo a seguir é a abertura de um desenho animado chamado Três Espiãs Demais, e passa todos os dias na Globo. Assista:



O que mais me chama a atenção é o trecho da música que diz: toda vez que entramos no shopping queremos comprar.

E as histórias reforçam isso, terminando, quase sempre, com as protagonistas saindo do shoppingo com muitas sacolas. Eu sei que estudamos marketing e que nossa missão é vender, mas qual é o preço social disso?

Estou lendo o livro recomendado pelo professor José Mauro, e farei uma postagem sobre minhas impressões assim que terminar.
Mais informações sobre o assunto nos site http://www.criancaeconsumo.org.br/ e http://www.institutoalana.org.br/
Abraços a todos.

Update: o comercial não é da Suvinil, conforme anunciei anteriormente, e sim, da Coral.

Está circulando na televisão um comercial da Coral Tintas que mostra um menino feliz e preocupado com a chegada de uma irmãzinha: feliz com o crescimento da família e preocupado com a reforma da casa e com uma suposta invasão de sua vida pela irmã.

Os preparativos da casa para este novo membro da família incluem a compra de novos móveis e a pintura do quarto. O garoto imagina sua vida toda rosa: a divisão das peças de roupa, inclusive seu uniforme do futebol, as paredes, os móveis, tudo cor de rosa. O grande momento é quando ele vê o resultado, ficando aliviado e feliz, já que a pintura do quarto tinha sido dividida em duas, uma rosa e outra azul.

Veja o comercial:


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Durante muito tempo, todas as atividades relacionadas à manutenção da casa eram de responsabilidade dos homens. Pequenos consertos, desentupimento dos ralos, uma instalação elétrica, trocas de maçanetas e a pintura da casa. Mas com as recentes mudanças na composição familiar (desde o fim da Segunda Guerra), as mulheres estão cada vez mais chefiando os lares ocidentais. Mães solteiras e com dupla jornada estão assumindo tarefas anteriormente exercida pelos homens.

Pensando nisso, a Coral apostou neste comercial, não abordando as características técnicas do produto, como seria normalmente feito para os homens, mas mostrando seu resultado nas pessoas. O tema do comercial foi a felicidade da família, principalmente do filho, que esta preocupado com o futuro de sua vida.

Um comercial genial, que atingiu perfeitamente o público a que se prestou.

Os homens estariam interessados nas características técnicas da tinta, a tecnologia empregada no seu desenvolvimento, o processo produtivo, sua composição. Para as mulheres, o que realmente importa é o impacto disso tudo na vida das pessoas, principalmente na sua família e no seu círculo de amizades.

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E já que novamente as diferenças de gêneros foram abordadas em sala de aula, estou disponibilizando um pequeno resumo do capítulo 2 do livro Marketing para Mulheres. Realmente abordagens diferentes devem ser utilizadas para homens e mulheres. Divirtam-se.

O hormônio masculino: alguns cientistas chamam a testosterona de “super-T”. E esse vilãozinho é o principal culpado quando se trata das características de personalidade atribuídas ao masculino: agressividade, excesso de confiança, tendência dominadora, competitividade, capacidade de se arriscar e espírito de aventura.

Os hormônios femininos: o estrogênio, o principal hormônio feminino, tem dois papéis: (1) níveis elevados de estrogênio estão associados a fortes sentimentos de proteção, abrigo e nutrição – e proporcionam grande satistação em atividades como cuidar da casa e dos membros da família; e (2) o hormônio também age para suprimir os efeitos da testorsterona que as mulheres geram. Quando os níveis de estrogênio são mais baixos (e, portanto, a testosterona reina mais livremente), as mulheres se tornam mais competitivas, melhoram as suas habilidades matemáticas e espaciais e se tornam mais suscetíveis a um comportamento agressivo – exatamente como os homens.

A progesterona, outro hormônio feminino, também provoca surtos de sentimentos maternais de cuidado e atenção. É liberada quando uma mulher vê um bebê, não só o seu. Na verdade, quando a mulher vê qualquer “forma capaz de liberar hormônios” – qualquer coisa com bracinhos e perninhas gordinhos, corpinho roliço, cabeça grande e olhos grandes (como um ursinho de pelúcia), a progesterona é liberada e o instinto materno é estimulado.

A oxitocina, hormônio que provoca “uma sensação de parceria e impulso de cuida de uma criança”, inunda o sistema durante o trabalho de parto e o nascimento do bebê – e também numa outra circunstância crucial: quando a mulher está sob estresse. As mulheres estressadas liberam ainda mais oxitocina do que adrenalina, e com isso provocam uma necessidade urgente de interação interpessoal. Isso provoca uma coisa que as mulheres sempre souberam: nada como uma amiga para conversar quando a gente teve um dia difícil.

Além do estrogênio, da progesterona e da oxitocina, há também a serotonina, hormônio que está inversamente relacionado ao comportamento arriscado. As mulheres possuem mais serotonina do que os homens, e mais áreas receptoras de serotonina no cérebro, o que abafa as compulsões por aventura e o comportamento exibicionista que provavelmente se origina na testosterona.

Conectividade do cérebro: o cérebro das mulheres tem mais conexões que os dos homens. Os cientistas acreditam que isso possa explicar a propensão das mulheres a pensar holisticamente, assim como sua capacidade de expressar melhor suas emoções, já que está ligada aos centros emocionais do cérebro.

Pensamento contextual: psicólogos relatam que as mulheres pensam mais regularmente em termos contextuais e holísticos; elas relacionam os elementos que vêem uns com os outros e os integram num “todo” mais amplo. Pode-se dizer que os homens são os analistas (eles destrincham as coisas), enquanto as mulheres são as sintetizadoras (reúnem as coisas).

Movidas a gente: as mulheres sempre foram mais orientadas para as pessoas do que os homens. As garotas conversam mais sobre as pessoas em sua vida, enquanto a tendência dos rapazes é conversar sobre esportes, política, provas e trabalhos de classe.

Inclinação para o verbal: as mulheres têm mais fluência verbal que os homens.

A maneira de os homens se aproximarem das pessoas é fazendo coisas em conjunto, enquanto as mulheres se aproximam conversando. Quando os homens querem passar algum tempo com os amigos eles jogam bola, vão pescar ou assistir a um jogo juntos. As mulheres, por sua vez, acham que o mais importante no ato de estar juntas e conversar.

As mentes masculinas: coisas e teoremas. O que os homens consideram fascinante e importante – e além de tudo mais fácil de realizar – são o que um pesquisador definiu “coisas e teoremas”. Entre as “coisas” estão as habilidades mecânicas e espaciais; entre os “teoremas”, a aptidão para a matemática e princípios abstratos.

Quando se trata de resolver situações interpessoais complexas, as mulheres costumam basear sua reflexão em exemplos e na experiência pessoal, enquanto os homens tendem mais a pensar em termos de ideais de certo e errado, justiça, imparcialidade ou dever.

sábado, 27 de outubro de 2007

Livros recomendados

Livros recomendados pelo professor Hélio Irigaray, Gestão e Desenvolvimento de Produtos e Marcas:

O Vestígio e a Aura

A Estratégia do Oceano Azul

A Riqueza na Base da Pirâmide

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Blibliografia Recomendada

Legal

Livro escrito em forma de contos, que relatam várias situações de compra com um toque de humor:
UNDERHILL, P. Vamos às Compras!

Bíblias

Recomendados para um estudo mais aprofundado:
ENGEL, J.F., BLACKWELL, R.D & MINIARD, P.W. Comportamento do Consumidor.
SCHIFFMAN, L.G. & KANUK, L.L. Comportamento do Consumidor.

Meio termo

Menores que as bíblia:
MOWEN, J.C. & MINOR, MS. Comportamento do Consumidor.
SOLOMON, M. Comportamento do Consumidor.

Fraco

Este é recomendado em cursos de graduação:
SAMARA, B.S. & MORSCH, M.A. Comportamento do Consumidor: conceitos e casos.

domingo, 16 de setembro de 2007

Literatura complementar

Livros citados pelo professor (Administração de Marketing)

Marketing para Mulheres

Gerenciando Clientes Como Investimentos

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