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segunda-feira, 4 de julho de 2011

O preço injusto da Coca-Cola

Outro dia, andando pelas ruas de um baixo de baixa renda em um município da Baixada Fluminense, vi o cartaz abaixo fixado na porta de um bar:

Coca-Cola: Aqui tem preço justo

A Coca-Cola tem um share muito pequeno nestas comunidades de população de baixa renda. Os refrigerantes mais consumidos, que vi pessoas carregando na hora do almoço para casa, eram de marcas que eu desconhecia, as chamadas tubaínas, que custam apenas R$2,00 a garrafa com dois litros. O preço médio de uma Coca no Rio, nas padarias, é de R$5,00, mais que o dobro cobrado pelas pequenas marcas. A diferença é significativa, ainda mais em bairros pobres. Infelizmente o bar com o cartaz acima estava fechado, por isso não pude perguntar qual era o preço justo.

Disso tudo tirei outra lição: o valor me cobrado pela Coca-Cola é injusto.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Eu acredito no consumo consciente

Possuir um automóvel é um desejo comum em grande parte das pessoas. Agora imagine um país onde todos possuem condições de comprar um carro. Além de engarrafamentos enormes e poluição sufocante, o planeta sofreria danos irreversíveis por conta da utilização da grande quantidade de recursos naturais utilizados na fabricação de tantos veículos, principalmente metais. Outro desejo comum é uma casa na praia, mas é impossível disponibilizar um local de veraneio à beira mar para todas as pessoas que desejam um, não existe litoral suficiente para isso.

O que quero mostrar nesta pequena introdução é que os desejos humanos são infinitos, mas os recursos disponíveis para realização desses desejos são finitos. É neste contexto que entra a economia, a forma que o ser humano criou para administrar recursos limitados para desejos humanos ilimitados. Pelo menos foi isso que aprendi nas aulas de introdução à economia.

Esse instinto (ou seja lá o que for) do homem em querer tudo está levando o planeta à falência. Aquecimento global, guerras por petróleo, desastres ecológicos, um bilhão de pessoas vivendo com menos de um dólar por dia são apenas algumas conseqüências disso. Estamos destruindo o planeta, o lugar onde vivemos. Outra criatura com comportamento semelhante é o vírus.

Uma cena clássica do filme Matrix mostra o agente Smith falando com Morpheus e fazendo esta comparação. Segundo ele, nós não somos mamíferos, já que não encontramos o equilíbrio com o meio ambiente. Nós nos movemos para uma área e nos multiplicamos até que todos os recursos naturais sejam consumidos, fazendo com que a única forma de sobrevivência seja a mudança para outra área, tal qual um vírus. Somos um câncer para esse planeta.




Felizmente, acima dos vírus e das outras espécies de mamíferos, podemos refletir sobre nossos atos e mudar comportamentos. Eu realmente acredito no consumo consciente e que um dia poderemos exercer a democracia em sua plenitude. E você?

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