terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

EPGE consolida sua liderança acadêmica no Brasil

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A História dos Eletrônicos

Mais um excelente vídeo de Annie Leonard, desta vez sobre produtos eletrônicos. Para assistir o vídeo com legenda, vá para a página no Youtube e clique em Caption Actions (CC, logo abaixo da timeline) ou em trascrição interativa (abaixo do número de visualizações).

Para conhecer mais Annie Leonard e assistir os outros filmes, leia esta postagem.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Publicidade em vídeos de tragédias

As imagens abaixo são impressionantes, mostram o resgate de uma mulher segundos antes de sua casa ser completamente destruída pelas águas.

Antes e depois do vídeo são exibidos comerciais do Banco do Brasil. Em casos de imagens de tragédias como esta, seria prudente não exibir publicidade. Parece que estão tirando proveito de forma desrespeitosa da calamidade.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Maquiagem verde (Greenwashing)

Outro dia li uma reportagem no jornal sobre restaurantes que adotaram embalagens descartáveis no serviço. São restaurantes com decoração moderna e serviço rápido, voltado para jovens de classe média. Eles estampam imagens e textos em caixas de papel citando a origem de suas matérias-primas como sendo de manejo controlado e plantio certificado.

Nos supermercados ingleses, pelo menos em Londres, os alimentos orgânicos, sem conservantes e aditivos são maioria. Essa é uma tendência mundial e aqui pelo Brasil esse movimento já começou. Algumas empresas já estão apostando na redução da emissão de carbono de seus produtos como diferencial competitivo, como também estão inserindo pequenas comunidades e cooperativas locais nas cadeias de abastecimento. Sem dúvida isso é ótimo, mas muitos erros são cometidos, levando o consumidor ao engano. A utilização intencional de material descartável, independemente de sua origem, vai contra a onda ecologicamente correta, já que esse material vai virar lixo depois de utilizado.

Já comentei aqui sobre um viagem que minha cunhada fez a Belém do Pará, onde conversou sobre a Natura com um comerciante de uma feira. A inclusão das famílias que vivem da floresta na cadeia produtiva desta empresa se deu por medida judicial.

Esta prática, utilizar publicidade que aponte determinada empresa como ecologicamente correta mas que continua poluindo, chama-se greenwashing, junção das palavras green com whitewash, uma espécie de cal ou tinta barata utilizada para pintar fachadas de casas.

Abaixo, o jornalista André Trigueiro, autor do livro Mundo Sustentável: Abrindo Espaço na Mídia Para um Planeta em Transformação, fala sobre o assunto:

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Annie Leonard

Annie Leonard, criadora do The Story of Stuff Project, disponibilizou mais um vídeo da série: A Históira do Cap and Trade, o comércio de carbono.

Quem acompanha esse blog já conhece os dois primeiros, A História das Coisas e A História da Água Engarrafada. O primeiro é mais geral, fala de todas as etapas da cadeia de abastecimento (supply chain) e como o seu atual modelo linear está contribuindo para destruir o planeta. O mais impressionante é que o curso de MBA em marketing da FVG, o melhor do Brasil e um dos melhores do mundo, ainda ensina desta forma. Annie Leonard propõe um modelo circular, com os dejetos voltando para o início do ciclo, se tornando novamente matéria-prima para outros produtos.

Agora Leonard está criando outros filmes que explicam com mais detalhes tudo que foi abordado no primeiro. Na seqüencia vieram o A História da Água Engarrafada, A História dos Cosméticos e A História do Cap and Trade (os dois últimos podem ser assistidos logo abaixo). Até o final do ano estará pronto A História dos Eletrônicos.

No filme sobre os cosméticos ela aborda a alta quantidade de químicos tóxicos em produtos de beleza e em mamadeiras. Semana passada assisti uma reportagem na Record (infelizmente não está disponível na internet, mas assista esta veiculada no Jornal Hoje) que abordou justamente este tema, mostrando que no Brasil não existem fabricantes de mamadeiras de vidro, a mais recomendada, e que apenas são produzidas exemplares de plástico, muitas delas prejudiciais aos bebês. A consumidora mostrada na matéria teve que importar uma para alimentar seu filho sem colocar sua saúde em risco. Uma busca rápida no Google mostra que existem muitas referências ao assunto e o Canadá já está adotando medidas proibitivas. Eu vejo um mercado em potencial por aqui, que além de render um bom dinheiro pode ajudar a conscientizar a população para que exijam outros produtos saudáveis.

Em A História do Cap and Trade (comércio de carbono) é mostrado que, ao contrário do que muita gente pensa, existem muitas brechas nas entrelinhas que já estão permitindo o aumento nas emissões de carbono com financiamento público, ou seja, com nosso dinheiro.




Stallone fez recentemente alguns comentários sobre o Brasil que deixou muita gente indignada. Não estou aqui para defendê-lo, mas acho que algumas pessoas dão muita atenção para coisas pouco importantes. De qualquer forma, nem tudo que ele disse foi tão absurdo assim.

Ele falou da violência da cidade e da necessidade de 70 seguranças para garantir o bem estar de sua equipe. Os críticos brasileiros desta declaração esqueceram de mencionar que, mesmo assim, uma filmadora de vinte mil reais foi furtada durante as gravações.

Stallone também discorreu sobre o símbolo do BOPE: "os policiais de lá usam camisetas com uma caveira, duas armas e uma adaga cravada no centro. Já imaginou se os policiais de Los Angeles usassem isso? Já mostra o quão problemático é aquele lugar". Agora eu pergunto: existe alguma mentira no que foi dito? O Rio é uma cidade problemática, sim. Os policiais usam armas e táticas de guerra para enfrentar o narcotráfico. Os números de vítimas se equipara ao de países em conflito. Nossa indignação deveria se voltar contra isso.

Mas o objetivo deste texto não é comentar as declarações do Stallone, apenas lembrei dele em um filme que cito logo abaixo.

Recentemente alguns projetos de lei estão causando tanta polêmica quanto as declarações do Rambo. Um deles foi a proibição das palmadas nos filhos. Fui criado com um chinelo aquecendo meu traseiro quando fazia algo errado. Isso não me causou nenhum problema psicológico e muito menos me tornou uma pessoa violenta. Espancar uma criança é uma coisa completamente diferente, mas esse ato já é proibido em outras legislações.

Agora querem proibir o palavrão nos estádios de futebol. Depois de acabarem com a venda de bebidas alcoólicas, querem tentar defender a honra da mãe do juiz.

Na verdade, isso é uma tentativa de "educar" o cidadão para a Copa do Mundo, para que os estrangeiros não vejam os brasileiros como um bando de loucos mal educados e que dão macacos de presente para os outros. O problema é por aqui tudo é feito na base da canetada, por isso a alta quantidade de letra morta, ou seja, leis que só existem no papel, que não são cumpridas.

Vejo uma tendência moralizadora que me lembrou o filme O Demolidor, com o já citado astro Hollywoodiano. Na Los Angeles de 2032 até o sal é proibido, já que é prejudicial à saúde. O polêmico herói, então, salva mais uma vez o dia e derruba o sistema.

Apesar da polêmica declaração, eu recorreria a ele para, com socos e pontapés, acabar com essa onda do politicamente correto.

Eu editei algumas cenas do filme que ilustram bem esse texto.



quarta-feira, 28 de julho de 2010

Operações visibilidade

Segurança é um sentimento. Uma pessoa criada em uma favela com venda de drogas ostensiva se sente confortável em meio aos traficantes armados. O mesmo não aconteceria se ali se encontrasse uma pessoa moradora de um bairro de classe alta, aquele ambiente, aos seus olhos hostil, deixar-lhe-ia tensa. A mesma analogia pode ser feita em diversas outras ocasiões. Um paraquedista acostumado a saltar se sente seguro pulando de um avião. Eu, na mesma situação, ficaria apavorado.

São diversos os fatores que transmitem segurança às pessoas: controle sobre a situação, conhecimento dos procedimentos de segurança, presença de profissionais capacitados para atuação em situações de risco, utilização de equipamentos de proteção entre muitos outros. De posse deste conhecimento, a polícia militar frequentemente faz operações de visibilidade, ou seja, coloca veículos em lugares de grande movimento com o giroscópio ligado para que transeuntes e motoristas que por ali estão passando se sintam vigiados, acreditem que a polícia está presente e se sintam seguras. Este sentimento é refletido nas pesquisas de opinião com a população sobre segurança pública e, principalmente, nas urnas.

Pelo menos no bairro onde moro, a Ilha do Governador, a quantidade de policias nas ruas subiu consideravelmente nas últimas semanas. E isso em véspera de eleições não é mera coincidência. O atual governador, candidato à reeleição, provavelmente aumentou o efetivo de policiais fora dos batalhões para fazer com que as pessoas acreditem que estão mais seguras e, subconscientemente, atribuam essa melhora ao governo da situação. Digo provavelmente porque não tenho nenhuma informação concreta que corrobore isso, é apenas uma suposição.

Isso também é marketing.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Eu acredito no consumo consciente

Possuir um automóvel é um desejo comum em grande parte das pessoas. Agora imagine um país onde todos possuem condições de comprar um carro. Além de engarrafamentos enormes e poluição sufocante, o planeta sofreria danos irreversíveis por conta da utilização da grande quantidade de recursos naturais utilizados na fabricação de tantos veículos, principalmente metais. Outro desejo comum é uma casa na praia, mas é impossível disponibilizar um local de veraneio à beira mar para todas as pessoas que desejam um, não existe litoral suficiente para isso.

O que quero mostrar nesta pequena introdução é que os desejos humanos são infinitos, mas os recursos disponíveis para realização desses desejos são finitos. É neste contexto que entra a economia, a forma que o ser humano criou para administrar recursos limitados para desejos humanos ilimitados. Pelo menos foi isso que aprendi nas aulas de introdução à economia.

Esse instinto (ou seja lá o que for) do homem em querer tudo está levando o planeta à falência. Aquecimento global, guerras por petróleo, desastres ecológicos, um bilhão de pessoas vivendo com menos de um dólar por dia são apenas algumas conseqüências disso. Estamos destruindo o planeta, o lugar onde vivemos. Outra criatura com comportamento semelhante é o vírus.

Uma cena clássica do filme Matrix mostra o agente Smith falando com Morpheus e fazendo esta comparação. Segundo ele, nós não somos mamíferos, já que não encontramos o equilíbrio com o meio ambiente. Nós nos movemos para uma área e nos multiplicamos até que todos os recursos naturais sejam consumidos, fazendo com que a única forma de sobrevivência seja a mudança para outra área, tal qual um vírus. Somos um câncer para esse planeta.




Felizmente, acima dos vírus e das outras espécies de mamíferos, podemos refletir sobre nossos atos e mudar comportamentos. Eu realmente acredito no consumo consciente e que um dia poderemos exercer a democracia em sua plenitude. E você?

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Unthinkable

Outro dia assisti Unthinkable (Impensável), com Samuel L Jackson. O filme é muito bom, um roteiro que deixa qualquer um com os nervos à flor da pele do início ao fim. Como cinema sua qualidade é inegável, mas é extremamente pernicioso para a sociedade.




Já li em diversas fontes que o Pentágono e o governo dos Estados Unidos, além de financiarem filmes de guerra, dão suporte técnico para a produção. Desde a permissão de utilização de instalações militares nas gravações até acesso a equipamentos de uso restrito, imagens de arquivo e consultoria sobre a forma de operação de órgãos de defesa. O objetivo é sempre o mesmo, colocar a opinião pública a favor das invasões e recrutar soldados. Para saber mais sobre o assunto, leia Hollywood a serviço do Pentágono. Apenas para ilustrar e corroborar essa informação, assista abaixo o trailer do filme Jaherd, (título no Brasil Soldado Anônimo), de 2005. O filme invoca conceitos como amizade e patriotismo para tocar o jovem estadunidense e convencê-los a se alistar. Preste atenção na última frase:

I love this job. I thank God for every day he gives me in the corps.




Freqüentes escândalos de tortura e maus tratos em instalações militares dos Estados Unidos colocam a opinião pública contra o governo, abalando não só a imagem dos órgãos de defesa do país como a dos políticos que e militares envolvidos nestas práticas. Os principais casos são os envolvendo as prisões de Abu Ghraib e Guantánamo. Estava na hora de convencer o mundo que esses métodos são válidos quando se trata da segurança nacional, e nenhuma ferramenta é mais eficaz do que um blockbuster com um astro respeitável como Samuel L Jackson.

Mas será mesmo que um filme tem todo esse poder de persuasão? Essa é uma discussão antiga. Outro dia postei um comentário sobre uma peça da ABAP e ABA que questiona exatamente isso. Não vou entrar neste assunto, mas uma coisa é certa: quanto menor a capacidade de uma pessoa em fazer análises críticas mais ela será influenciada pelo meio, e grande parte da população não está preparada intelectualmente para fazer essas análises. Eles apenas absorvem sem grandes reflexões todos os produtos que consomem, tornando-as mais propensas a manipulação. Como o capitalismo é baseado no consumo, o comportamento impulsivo é estimulado. Isso não é uma crítica, estou apenas fazendo um comentário sobre sua forma de funcionamento.

Voltando ao filme, o personagem de Jackson é um especialista em tortura do governo, recrutado em situações extremas. Seu objetivo é arrancar de um terrorista a localização de três bombas nucleares espalhadas em grandes centros urbanos dos Estados Unidos. O seguinte questionamento é lançado: até que ponto, a fim de salvar milhões de vida, uma sessão de tortura pode chegar? Será que qualquer método é válido, até o impensável, the unthinkable?

sábado, 10 de julho de 2010

Comercial da ABA / ABAP (atualizado)

Vamos supor que alguém coloque uma arma na sua cabeça e te mande comprar alguma coisa. Caso esteja disposto a aceitar as conseqüências (no caso, a morte), ninguém consegue te obrigar a consumir o que você não quer. Tirando a utilização de força bruta em alguns casos, ninguém consegue nos obrigar a nada.

O comercial abaixo, da Associação Brasileira de Anunciantes e da Associação Brasileira de Agências de Publicadade, diz que a propaganda diverte e emociona. A única coisa que ela não faz é obrigar-nos a comprar um produto.





Impressionante como uma coisa óbvia quando colocada em uma nova perspectiva toca o público e parece se tornar uma verdade absoluta. A peça é excelente do ponto de vista publicitário, angariou defensores em diversas camadas da sociedade, marcando ponto contra as organizações que defendem um maior controle da mídia.

Mas todo mundo sabe que as empresas não gastam milhões em campanhas publicitárias apenas para nos divertir.

Atualização (julho/10): outra peça que faz parte da mesma campanha mostra uma contradição. O slogan diz Propaganda faz Diferença. Se acima o conceito é convencer que publicidade não obriga ninguém a comprar, abaixo a idéia é completamente oposta. Veja:


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